Testemunho:
Drª Ana Martins
Ao longo do meu percurso, iniciado numa época em que os desafios, sendo Mulher, eram diferentes dos atuais, sempre senti que a escolha
pela Oncologia, foi acima de tudo uma escolha profundamente humana. Ser oncologista é estar presente nos momentos mais difíceis, mas também
testemunhar uma enorme força, resiliência e uma dignidade que nos marcam para sempre.
Sou Internista desde 1992, Oncologista desde 1997, tendo assumido em 2009, a Direção do Serviço de Oncologia Médica do Hospital S. Francisco Xavier, depois Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental e atualmente Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental. De 2009 a 2023 assumi em simultâneo a Coordenação da Oncologia Médica do Hospital de Cascais.
Ao longo destes anos, tenho tido o privilégio de liderar e acompanhar o crescimento do Serviço e a sua diferenciação e tenho orientado múltiplas equipas em diferentes funções, sempre com o objetivo de fazer melhor.
Mas, não quero fazer mais um currículo, quero antes deixar aqui um testemunho...
Mais do que números, o meu trabalho tem representado pessoas, equipas e um projeto coletivo construído com enorme dedicação. Mais do que referências formais, guardo um percurso feito de aprendizagem, exigência e compromisso com os doentes e com as equipas com quem tenho tido o privilégio de trabalhar.
Ser Mulher na Medicina e particularmente numa área tão exigente como a Oncologia, tem implicado ao longo da minha carreira, equilibrar muitos papeis - Mulher, Filha, Esposa, Mãe e agora Avó - e enfrentar muitos desafios, nem sempre visíveis.
No entanto também me permitiu desenvolver uma forma de estar mais próxima, empática e acima de tudo mais resiliente.
Hoje é com muita satisfação que vejo cada vez mais mulheres a afirmar-se e a liderar na área da Oncologia, contribuindo para uma Medicina mais completa e mais humana.
Às jovens médicas que iniciam agora o seu percurso, deixo o incentivo para que mantenham sempre a motivação, a exigência e sobretudo a capacidade de nunca perderem a dimensão humana da Medicina.
A competência técnica é fundamental, mas é a empatia que verdadeiramente faz a diferença.
Continuo ainda profundamente motivada pelo impacto que podemos ter na vida dos doentes e pela evolução constante da Oncologia, que nos desafia todos os dias, a fazer melhor e a sermos o melhor de nós.
Ser Mulher nunca definiu os meus limites, antes fez parte da força com que fiz este caminho.
Sou Internista desde 1992, Oncologista desde 1997, tendo assumido em 2009, a Direção do Serviço de Oncologia Médica do Hospital S. Francisco Xavier, depois Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental e atualmente Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental. De 2009 a 2023 assumi em simultâneo a Coordenação da Oncologia Médica do Hospital de Cascais.
Ao longo destes anos, tenho tido o privilégio de liderar e acompanhar o crescimento do Serviço e a sua diferenciação e tenho orientado múltiplas equipas em diferentes funções, sempre com o objetivo de fazer melhor.
Mas, não quero fazer mais um currículo, quero antes deixar aqui um testemunho...
Mais do que números, o meu trabalho tem representado pessoas, equipas e um projeto coletivo construído com enorme dedicação. Mais do que referências formais, guardo um percurso feito de aprendizagem, exigência e compromisso com os doentes e com as equipas com quem tenho tido o privilégio de trabalhar.
Ser Mulher na Medicina e particularmente numa área tão exigente como a Oncologia, tem implicado ao longo da minha carreira, equilibrar muitos papeis - Mulher, Filha, Esposa, Mãe e agora Avó - e enfrentar muitos desafios, nem sempre visíveis.
No entanto também me permitiu desenvolver uma forma de estar mais próxima, empática e acima de tudo mais resiliente.
Hoje é com muita satisfação que vejo cada vez mais mulheres a afirmar-se e a liderar na área da Oncologia, contribuindo para uma Medicina mais completa e mais humana.
Às jovens médicas que iniciam agora o seu percurso, deixo o incentivo para que mantenham sempre a motivação, a exigência e sobretudo a capacidade de nunca perderem a dimensão humana da Medicina.
A competência técnica é fundamental, mas é a empatia que verdadeiramente faz a diferença.
Continuo ainda profundamente motivada pelo impacto que podemos ter na vida dos doentes e pela evolução constante da Oncologia, que nos desafia todos os dias, a fazer melhor e a sermos o melhor de nós.
Ser Mulher nunca definiu os meus limites, antes fez parte da força com que fiz este caminho.